Devemos crer em uma promessa (Fp 2:16-18) 

Nos estudos de Filipenses, a partir da publicação de número 23, quando abordamos a prática da vida cristã, inserimos nesse capítulo que o cristão deve cumprir o propósito de Deus (post 24), deve receber o poder de Deus (post 25) e entender os instrumentos que Deus usa em nossas vidas. Hoje, para encerrar esse tópico, tratamos que o cristão deve crer nas promessas de Deus. Siga comigo, abra a sua Bíblia e permita que o Espírito Santo ministre ao seu coração. 

Qual é a promessa? Que a alegria virá por meio da submissão. A filosofia do mundo diz que a alegria vem da agressão, ou seja, precisamos lutar contra todos para obter o que desejamos e, quando conseguirmos o que queremos, teremos alegria. O exemplo de Jesus é prova suficiente de que a filosofia do mundo está errada. Em momento algum ele usou a espada ou qualquer outra arma. Contudo, venceu a maior de todas as batalhas da história: a batalha contra o pecado, a morte e o inferno. Derrotou o ódio ao demonstrar amor e subjugou as mentiras com a verdade. Foi vitorioso porque se entregou! Nós, cristãos, também devemos ter a ousadia de crer em Suas promessas: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lc 14:11). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Quem possui e pratica uma atitude de submissão tem alegria no porvir (Fp 2:16) e alegria aqui e agora (Fp 2:17, 18). No Dia de Cristo (Fp 1:6, 10), Deus recompensará os que lhe foram fiéis. O “gozo do teu Senhor” será uma parte da recompensa (Mt 25:21). O cristão fiel descobrirá que seu sofrimento na terra foi transformado em glória no céu! Verá que seu trabalho não foi em vão (1 Co 15:58). Foi esse mesmo tipo de promessa de alegria futura que ajudou o Salvador em seu sofrimento na cruz (Hb 12:1, 2). Todavia, não precisamos esperar até a volta de Cristo para experimentar a alegria que vem da mente submissa. Esse gozo é uma realidade presente (Fp 2:17, 18), que se concretiza por meio do sacrifício e do serviço. É interessante notar que o verso 17, onde Paulo fala de sacrifício, também usa as palavras gozo e regozijo e as pete no versículo seguinte. A maioria das pessoas associa o sofrimento à tristeza, mas Paulo vê o sofrimento e o sacrifício como portas para uma alegria mais profunda em Cristo.

Em Filipenses 2:17, Paulo compara sua experiência de sacrifício com a oferta de libação derramada pelo sacerdote (Nm 15:1-10). Havia a possibilidade de Paulo ser condenado em seu julgamento em Roma e executado, mas isso não o privou de sua alegria. Sua morte seria um sacrifício voluntário, um ministério sacerdotal por amor a Cristo e sua igreja e, portanto, lhe seria motivo de gozo. O sacrifício e o serviço são características da mente submissa (Fp 2:7, 8, 21, 22, 30), e a pessoa que tem uma atitude submissa experimenta alegria, mesmo em meio ao sofrimento. É preciso ter fé para exercitar submissão. Devemos crer que as promessas de Deus são verdadeiras e que elas realizarão em nossa vida a mesma obra que realizaram na vida de Paulo. Deus opera em nós pela Palavra, pela oração e pelo sofrimento, e sua operação reflete-se na prática e serviço da vida diária. Deus cumpre seus propósitos em nós quando cremos em sua Palavra e a aceitamos. Cristo nos dá o exemplo, e o Espírito Santo nos dá o poder de que precisamos, e o resultado é ALEGRIA! 

Para refletir: Desde o início reiteramos que o assunto central de Filipenses é a alegria. Muita gente cristã faz uma propaganda enganosa do evangelho, pois vivem tristes e cabisbaixos. Parece que a vida lhes é um peso. No entanto, o evangelho é novas de grande alegria, mas precisa ser recebido e praticado. Como está a sua vida? 

No amor de Jesus, o Senhor de todos, 

Pr. Natanael Gonçalves