Ele glorifica a Deus (Fp 2:9-11) 

Este é, evidentemente, o objetivo maior de tudo o que fazemos: glorificar a Deus. Paulo adverte sobre a “vanglória” em Filipenses 2:3. O tipo de rivalidade que coloca um cristão contra outro e um ministério contra outro não é espiritual nem gratificante, apenas fútil e vão. Jesus humilhou-se pelos outros; Deus o exaltou acima de todas as coisas, e o resultado dessa exaltação foi a glória de Deus.

A exaltação de Cristo começou com sua ressurreição. Quando os homens sepultaram o corpo de Jesus, foi a última coisa que mãos humanas lhe fizeram. Desse ponto em diante, foi Deus quem operou. Os homens fizeram as piores coisas possíveis ao Salvador, mas Deus o exaltou e honrou. Os homens ridicularizaram e maldisseram Seu nome, mas o Pai lhe deu um nome glorioso! Assim como, em sua humilhação, ele foi chamado “Jesus” (Mt 1:21), em sua exaltação ele foi chamado “Senhor” (Fp 2:11; At 2:32-36). Ressuscitou dentre os mortos e voltou em vitória para o céu, elevando-se ao trono do Pai. Sua exaltação incluiu autoridade soberana sobre todas as criaturas no céu, na terra e debaixo da terra. Todas se prostrarão diante d’Ele (Is 45:23). É bem provável que a expressão “debaixo da terra” refira-se aos pecadores perdidos, pois a família de Deus está no céu ou na terra (Ef 3:14, 15). Um dia, todos se prostrarão diante dele e confessarão que ele é Senhor. Claro que as pessoas podem se prostrar e confessar hoje e receber a dádiva da salvação que ele oferece (Rm 10:9, 10). Prostrar-se diante do Senhor hoje significa salvação; prostrar-se diante dele no dia do julgamento significa condenação. O propósito da humilhação e exaltação de Cristo é a glória de Deus (Fp 2:11). Quando Jesus enfrentou a cruz, pensou, acima de tudo, na glória de Deus: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti” (Jo 17:1). Além disso, Ele nos deu essa glória (Jo 17:22), e um dia participaremos dela com Cristo no céu (Jo 17:24; Rm 8:28-30). A obra da salvação é muito maior do que apenas a redenção de uma alma perdida, por mais maravilhosa que seja tal redenção. A salvação tem como propósitos supremo a glória de Deus (Ef 1:6, 12, 14).

Uma vez que a pessoa com atitude submissa vive para os outros, deve esperar sacrifício e serviço, mas, no final, tudo redundará em glória. “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pe 5:6). José sofreu e serviu durante treze anos; depois disso, Deus o exaltou à posição de segundo no poder no Egito. Davi foi ungido rei quando era apenas um adolescente. Viveu muitos anos de dificuldade e sofrimento, mas no tempo certo, Deus o exaltou como rei de Israel. A alegria da submissão não é resultante apenas de ajudar a outros e de participar da comunhão dos sofrimentos de Cristo (Fp 3:10), mas principalmente de saber que estamos glorificando a Deus. Deixamos nossa luz brilhar por meio de nossas boas obras e, desse modo, glorificando ao Pai no céu (Mt 5:16). Talvez não vejamos a glória no presente, mas a veremos quando Jesus voltar e recompensar seus servos fiéis. 

Para refletir: A sua vida envolve o que você pensa e o que faz. Dentro desse contexto, ela reflete a glória de Deus? O propósito de Deus é que você manifeste a Sua glória na terra. Como cristão, essa é uma realidade em sua vida? 

Que o Senhor fale ao seu coração e que Ele te abençoe grandemente,

Pr. Natanael Gonçalves