livro da vida

Nosso nome está registrado no Céu.

Introdução: Observamos na publicação anterior que somos “cidadãos do céu”. Seguindo nesse tópico desenvolvemos alguns temas que farão você pensar a respeito. Hoje, falamos sobre os três primeiros. Na sequência, iremos discorrer mais dois. Vejamos:

Os cidadãos de Filipos desfrutavam do privilégio de ser cidadãos de Roma fora de Roma. Quando um bebê nascia em Filipos, era necessário incluir seu nome nos registros locais. Quando o pecador aceita a Cristo e se torna um cidadão do céu, seu nome é escrito no “Livro da Vida” (Fp 4:3). A cidadania é importante. Quando viajamos para outro país, é essencial ter um passaporte que comprove nossa cidadania . Ninguém quer ter a mesma sina que Philip Nolan no conto clássico The Man Without a Country (O Homem sem País). Nolan amaldiçoou o nome de seu país e, por isso, foi condenado a viver a bordo de um navio e nunca mais ver sua terra natal nem sequer ouvir seu nome ou receber notícias acerca do seu progresso. Passou 56 anos em uma viagem interminável de navio em navio, de mar em mar e, por fim, foi sepultado nas águas do oceano. Nolan foi um “homem sem país”. O nome do cristão está escrito no Livro da Vida, e é isso o que determina sua entrada final no país celestial (Ap 20:15). Quando confessamos Cristo na Terra, ele confessa nosso nome no céu (Mt 10:32, 33). Nosso nome “está arrolado nos céus” (Lc 10:20).

Wiersbe conta que uma amiga sua que morava em Washington D.C. providenciou para que ele e seu filho fizessem um tour pela Casa Branca. Disse que deveriam estar em certo portão às 8 horas da manhã e pediu que levassem algum documento de identificação. Wiersbe e David, seu filho, foram até o portão onde, muito educadamente, um guarda perguntou o nome deles. Eles lhe responderam, mostrando seus documentos, ao que o guarda emendou:

– Muito bem, Sr. Warren Wiersbe e David, vocês podem entrar!

Conseguiram entrar na Casa Branca porque os seus nomes estavam anotados em uma lista apropriada, na qual foram incluídos a pedido de outra pessoa. O mesmo se aplica a nossa entrada no céu: quando aceitamos a Cristo, nosso nome foi registrado, e entraremos na glória somente por causa dos méritos dele e de sua intercessão. 

Falamos a linguagem do céu 

Os que “só se preocupam com as coisas terrenas” falam de coisas terrenas. Afinal, o que sai da boca revela o que se encontra no coração (Mt 12:34-37). O não salvo não compreende as coisas do Espírito de Deus (1 Co 2:14-16), de modo que não é capaz de falar sobre esses assuntos. Os cidadãos do céu compreendem as coisas espirituais, gostam de falar sobre elas e de compartilha-las uns com os outros. “Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro” (1 ]o 4:5, 6). Entretanto, falar a linguagem do céu não envolve apenas o que se diz; também se refere a como se diz. O cristão com a mente espiritual não sai por aí citando versículos bíblicos o dia todo! Toma o cuidado em falar de maneira a glorificar a Deus. “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:6). Nossas palavras devem demonstrar moderação e pureza. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:29).

Obedecemos às leis do céu

Os cidadãos de Filipos não eram governados pela legislação grega, mas sim pelas leis de Roma, apesar de estarem a centenas de quilômetros da capital do império. De fato, foi essa lei romana que condenou Paulo à prisão quando visitou Filipos pela primeira vez (At 16:16-24). O apóstolo usou sua cidadania romana para lhe garantir proteção sob a lei romana (At 16:35-40; 21:33-40; 22:24-30). Em Filipenses 3:17, Paulo adverte os cristãos filipenses a não imitarem aos cidadãos incrédulos. “Sede imitadores meus.” É evidente que Paulo era imitador de Cristo, de modo que não se trata de uma admoestação egoísta (1 Co 11:1). Paulo considerava-se um “estrangeiro” neste mundo, um “peregrino e forasteiro” (1 Pe 2:11). Sua vida era governada pelas leis do céu, e era isso o que o tornava diferente. Preocupava-se com os outros, não consigo mesmo; estava interessado em dar, não em receber; era motivado pelo amor (2 Co 5:14), não pelo ódio. Pela fé, Paulo obedecia à Palavra de Deus, sabendo que, um dia, seria recompensado. Ainda que, no presente, estivesse sofrendo oposição e perseguição dos homens, no dia do julgamento final, seria vitorioso. Infelizmente, como no tempo de Paulo, ainda há quem afirme ser cidadão do céu, mas cuja vida não condiz com essa declaração. Pode ser um indivíduo zeloso em suas atividades religiosas, mas não há evidência do controle do Espírito de Deus em sua vida. Tudo o que faz é motivado pela carne; ele próprio recebe toda a glória e, para piorar, além de estar desviado, também faz outros se desviarem. Não é de se admirar que Paulo tenha chorado por isso.

Para refletir: Você está seguro que o seu nome está escrito no Livro da Vida? Você fala a linguagem do céu?, ou o seu coração está cheio das coisas da terra? Por último, a que lei você se submete? É o Espírito de Deus que governa a sua vida?

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves