Jesus foi um “homem de dores” (Is 53:3) e experimentado em todas as coisas. Todavia, é bom lembrar, Ele possuía um profundo gozo que ultrapassava a tudo o que o mundo podia oferecer. Aproximando-se o momento em que Ele haveria de enfrentar a morte cruel lá no Calvário, disse aos seus seguidores: “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 15:11).

Aqueles que decidiram colocar a sua confiança em Cristo possuem o privilégio de experimentar a “plenitude do gozo” (Salmo 16:11). Entretanto, nem todos os cristãos aproveitam desse privilégio. Vivem debaixo de uma nuvem de desilusão quando poderiam andar na luz do regozijo. Quem lhes roubou a alegria?

A resposta a essa importante pergunta se encontra em uma carta endereçada à igreja de Filipos. Um de seus membros, Epafrodito, havia sido enviado à Roma com o objetivo de levar a Paulo uma oferta especial para ajudá-lo nesse tempo difícil. Nessa carta, escrita pelo apóstolo por volta do ano 62 da nossa era, ele expressa a sua gratidão aos crentes filipenses, porém, o que é mais importante, revela o segredo do gozo cristão.

O notável acerca da carta aos filipenses é o seguinte: a situação de Paulo se conflitava com a alegria. Era prisioneiro em Roma e seu julgamento se aproximava e, com isso, ele poderia ser posto em liberdade ou ser degolado. Paulo decidiu ir a Roma como um pregador (Romanos 1:13-16), mas chegou lá como um prisioneiro. Infelizmente, os cristãos em Roma estavam divididos. Alguns estavam a seu favor e outros contra (Filipenses 1:15-19). De fato, alguns procuravam tornar a situação mais difícil para o apóstolo.

Todavia, apesar do perigo da situação, Paulo transborda em gozo. Qual era o segredo dessa alegria toda? O segredo se encontra em outra palavra que, a miúdo, é repetida em Filipenses e, esta palavra é “sentir”. Paulo a usa por várias vezes como também outros termos distintos que indicam o uso da mente. Em outras palavras, o segredo do gozo cristão se encontra na maneira em como ele pensa, o qual resulta em suas atitudes. Logo, a visão que se tem das circunstâncias determina o resultado que se obtêm delas. Lembremo-nos de Provérbios 23:7: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é…” Olhando por esse prisma, a carta aos Filipenses é um livro de psicologia cristã, solidamente embasado em doutrinas bíblicas. Não é um livro de autoajuda superficial que ensina ao leitor como ser convencido de que tudo vai dar certo. É um livro que descreve a mente que o crente deve ter se, de fato, quer experimentar o gozo em Cristo em um mundo cheio de dificuldades. 

Bem, decidi fotografar o livro de Filipenses para você. Em cada pequeno comentário, meu propósito é que você veja, em outra perspectiva, a sua vida. Não vou escrever textos grandes, os quais desanimam a muitos. Optei por fazer uma sequência e abordar todo o livro. Quer saber mais? Continuo amanhã, se Deus assim o permitir. 

Que o Senhor te abençoe! 

Pr. Natanael Gonçalves