Viver corretamenteViver corretamente – (Fp 4:9) 

Não é possível separar a ação externa da atitude interna. O pecado sempre resulta em inquietação (a menos que a consciência esteja cauterizada), e a pureza deve trazer consigo a paz. “O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre” (Is 32:17). “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica” (Tg 3:17). Viver corretamente é uma condição necessária para se experimentar a paz de Deus.

Paulo considera quatro atividades: “aprender e receber” e “ouvir e ver”. Uma coisa é aprender a verdade e outra bem diferente é recebê-la e assimilá-la no ser interior (1 Ts 2:13). Não basta encher a cabeça com conhecimentos, é preciso ter verdades no coração. Ao longo de seu ministério, Paulo não apenas ensinou a Palavra, mas também a viveu na prática para que seus ouvintes pudessem vê-la em sua vida. Nossa experiência deve ser semelhante à de Paulo. Devemos aprender a Palavra, recebê-la, ouvi-la e colocá-la em prática. “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes” (Tg 1:22). A “paz de Deus” é um parâmetro que nos ajuda a determinar se estamos dentro da vontade de Deus. “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Cl 3:15). Se estivermos andando no Senhor, a paz de Deus e o Deus da paz exercerão sua influência sobre nosso coração. Sempre que desobedecemos, perdemos a paz e sabemos que fizemos algo de errado. A paz de Deus é o “árbitro” que “nos chama a atenção!”

Orar corretamente, pensar corretamente e viver corretamente são as condições para ter a mente segura e a vitória sobre a preocupação. Se Filipenses 4 é o “capítulo da paz” do Novo Testamento, Tiago 4 é o “capítulo da guerra” e começa com a seguinte pergunta: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós?”. Tiago explica as causas da guerra: orações incorretas (“Pedis e não recebeis, porque pedis mal”; Tg 4:3); pensamentos incorretos (“vós que sois de ânimo dobre, limpai o vosso coração”; Tg 4:8); e uma vida incorreta (“não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus?”; Tg 4:4). Não há outra alternativa. Ou nos entregamos inteiramente ao Espírito de Deus e oramos, pensamos e vivemos corretamente, ou nos rendemos à carne para sermos destroçados pela preocupação e ansiedade.

Não há com que se inquietar! A preocupação é pecado! (Mt 6:24-34). Com a paz de Deus para nos guardar e o Deus da paz para nos guiar, que motivos temos para nos preocupar? 

Para refletir: Se você aplicar em sua vida os pontos deixados por Paulo, conforme já vimos (orar corretamente, pensar corretamente e viver corretamente), certamente você irá experimentará a vitória sobre a preocupação e a ansiedade. 

Em Cristo Jesus, 

Pr. Natanael Gonçalves