Nossa publicação atual é sobre Maria, mãe de Jesus, nosso Salvador. Como disse em post anterior, há toda uma elaborada construção em torno da pessoa de Maria e, desta forma, o ensino promove Maria a uma posição em que Deus nunca a colocou. Não deixamos, porém, de dar a ela a honra que Deus lhe conferiu. Hoje, à luz da infalível Palavra de Deus, responderemos a pergunta: Maria teve outros filhos? Não há nenhum resquício de dúvida em responder um “sim” a essa questão. Vejamos os argumentos: 

1)   Mateus, quando fala de José, diz: “Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus” (Mt 1:25). O texto não diz que José não a conhecia no sentido de não saber quem ela era, mas o verbo é aplicado no sentido de “relação sexual” (Gn 4:1). Explicando: Mateus está dizendo que José não teve relações sexuais com Maria, até que… ela dera à luz a Jesus.  A lógica aplicada é que depois do nascimento de Jesus, eles tiveram relacionamento sexual. Isto é perfeitamente normal e estranho seria se eles se privassem de um direito legítimo, puro e santo no casamento. Isto não era uma desonra, posto que a Bíblia diz: Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula… (Hb 13.4). Se Maria não tivesse relações com José, isso sim, se constituiria em motivo de transgressão, visto que a Bíblia diz que marido e mulher se tornam uma só carne. 

2)   Lucas diz que Maria deu à luz o seu filho primogênito (Lc 2:7). A palavra no original “protótokos” que significa primeiro entre outros. Isto implica claramente que Jesus não foi o filho único de José e Maria. Se assim fosse, Lucas teria usado outro termo como unigênito, que no original é “monogenés”. Esse termo é aplicado para casos de filhos únicos em outras passagens, como por exemplo: Lucas 7:12; 8:42 e 9:38. 

3)   A Bíblia nos informa que José e Maria tiveram outros filhos (Mt 13:54-56; Mc 6:3; Lc 2:7; Jo 2:12; 7:3,5; At 1:14). Também existe um Salmo profético que se refere a Jesus e a seus irmãos que é o salmo 69:8. Por outro lado, as Escrituras fazem questão de mencionar o nome dos outros filhos de Maria, irmãos de Jesus: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José,  Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele”(Mc 6:3). 

4)   Os argumentos usados para contestar e buscar uma saída para essa questão, é o de que os irmãos de Jesus eram seus primos e não irmãos. Ora, novamente buscamos a diferença entre os termos no original grego que usa a palavra adelphos para irmãos (filhos dos mesmos pais) e este é o termo que os Evangelhos  usam quando se referem aos irmãos de Jesus. O termo usado para primo é “anepsios” e este termo não é usado com relação aos irmãos de Jesus. 

Glória a Deus! Jesus sabia o que era uma família composta de pais e irmãos. Aliás, não era esse o propósito do Senhor em tomar toda a nossa humanidade, para “experimentar” nossa realidade, exceto ao pecado? Compare isto com o capítulo 53 de Isaías. 

Citando o pastor Hernandes Dias em seu livro: O Papado e o dogma de Maria: “A defesa da virgindade perpétua de Maria (dogma) está apoiada numa base equivocada, pois a ideia de que Maria teve relacionamento sexual com seu marido evidencia que ela cometeu um pecado e aí, a tese da imaculada conceição cai por terra. A Palavra de Deus é clara em afirmar que o sexo no casamento não é pecado. Deus o ordenou antes da Queda (Gn 1:28). Maria não pecou ao relacionar-se sexualmente com seu marido. Ela não pecou ao ter outros filhos. 

Que Deus abençoe a todos. 

Pr. Natanael Goncalves 

Continua…