O Purgatório ! Eu creio nele! Mas, porque razão? 

Sentado em frente ao computador e pensando em milhões de pessoas ao redor do planeta que creem firmemente nesse ensino, sinto um calafrio a percorrer os meus sentidos. Me dedico a postar aqui, em poucos minutos, contra essa insensatez que, ao ser defendida pelo catolicismo, deprecia, diminui e menospreza o sacrifício e a morte de Jesus na cruz do Calvário. 

Antes de prosseguirmos, vejamos o que foi estabelecido no Concílio de Trento: 

“Se alguém diz que depois de receber a graça da justificação a culpa é remida e o débito do castigo eterno é apagado de todo pecador arrependido, que nenhum débito de castigo temporal persiste para ser pago aqui neste mundo ou no purgatório antes que se abram os portões do céu, seja anátema” (1). 

Conforme indica a citação acima, o catolicismo ensina que apesar da morte de Cristo ter tornado possível o perdão dos pecados, o pecador perdoado deve sofrer uma pena indefinida ou passar por um tormento de intensidade e duração desconhecidas, a fim de ser purgado e só então ficar pronto para entrar no céu. 

Dave Hunt, faz menção do livro “Canons and Decrees of the Council of Trent”,  que cita outra declaração do mesmo Concílio (2): 

“No purgatório, as almas dos que morrem na caridade de Deus e se arrependeram de verdade, mas não proporcionaram a satisfação com a penitência adequada pelos seus pecados e omissões, são purificadas após a morte com castigos preparados para purgar os seus débitos”. 

Ao analisar tal citação, podemos perguntar: “Onde a Bíblia diz que castigos purgam pecados? Em parte alguma! 

As pessoas creem na existência do Purgatório por ser um dogma estabelecido pela igreja católica, mas essa doutrina não encontra nenhum respaldo bíblico. Entretanto, chamo a atenção mais uma vez para algo muito comum em nossos dias: “as pessoas não estudam a Bíblia e se deixam levar por regras estabelecidas”. O que quero dizer com isso? A igreja católica diz que a interpretação da Bíblia só é possível por meio de seus sacerdotes, e ao fazer isso, solapa de uma vez por todas, a liberdade dos fiéis. Portanto, o dito de que “o Papa falou, tá falado”, prevalece no meio de todos. 

Para finalizar, leia em sua Bíblia o que Jesus disse aos religiosos de seus dias. Consulte Mateus 15:14. 

Penso que precisaremos de um número maior de postagens (do que imaginávamos antes)  para denunciarmos tal ensino, uma vez que nosso objetivo  não é publicar textos grandes. 

N’Ele, que aniquilou o pecado pelo sacrifício de Si mesmo (Hb 9.26), 

Pr. Natanael Goncalves

 

 

(1) Dave Hunt – A Mulher Montada na Besta – pg.282.

 

(2) Idem – pg. 283