O Purgatório! Quem vai pra lá, fica quanto tempo? 

 

Fui dormir pensando sobre o assunto, aliás, pensando sobre esse  absurdo doutrinário. Convido você a uma pequena análise, pois Deus nos fez seres pensantes e nos convida a buscar na Sua Palavra os Seus ensinos (Js 1.8; Is 34.16;). O próprio Senhor Jesus nos manda “examinar as Escrituras” e, quando Ele foi tentado no deserto, usou a Palavra de Deus como fator determinante ao declarar: “Está escrito!” Assim sendo, vamos às considerações: 

 

“A igreja de Roma promete que, se os seus decretos forem seguidos, a pessoa poderá eventualmente sair do purgatório e entrar no céu. Mesmo assim, a igreja jamais pôde definir quanto tempo é  abreviado pelos meios que ela oferece. A incongruência de tal ensino é marcado dentro do próprio sistema religioso, pois não sabem afirmar por quanto tempo uma pessoa deve ficar purgando o(s) seu(s) pecado(s), nem quantos ritos ou penitências são necessárias para reduzir o sofrimento. Apesar disso, os fiéis vão dando ofertas à igreja  e grandes somas são deixadas em seus testamentos para garantir inúmeras missas rezadas em seu favor. Esse processo nunca para, e “só para garantir” mais missas são necessárias”. 

 

Bem, vamos abordar as questões bíblicas, mas não ainda neste post. Apenas estamos tentando caminhar por uma lógica e, como disse em post anterior, Deus não quer que cometamos um suicídio intelectual, antes nos dotou com a capacidade para exercermos discernimento. Então, raciocine comigo sobre alguns disparates: A Bíblia faz referência aos pobres deste mundo e faz menção, também, da opressão exercida pelos ricos. O que tem isso a ver com o assunto? Bem, se um rico ou uma família rica pagar para rezar diversas missas pelo ente que se foi, então ele sairá mais rápido do “purgatório”, enquanto que o pobre, como não tem com o que pagar, deve passar lá a eternidade purgando todos os seus erros. Isto, por acaso, não é revoltante? Onde estaria a justiça divina? Entregue nas mãos e no poder de “ligar e desligar” da cúria? 

 

Não! Levanto a minha voz contra tudo isso e persisto em denunciar esse embuste que arrasta muitas almas ao precipício eterno. Vamos continuar analisar essa “atração fatal” no próximo post. 

 

Oro e desejo que o Espírito de Deus desperte corações sinceros em conhece-Lo. O apóstolo Paulo em seu testemunho ao rei Agripa disse que o Senhor lhe enviara para “abrir os olhos dos gentios” (através da pregação, despertar o entendimento) afim de que se convertessem e recebessem a remissão (total, cabal) dos pecados, pela fé em Cristo Jesus (Atos 26:18). 

 

N’Ele que derramou o seu sangue para nossa redenção, 

 

Pr. Natanael Goncalves