O Purgatório! Elaboração de uma teologia idólatra. 

Há um problema sério com o pecado.  Se permanecermos no pecado, ofendemos a Deus e cortejamos a destruição. O temor de Deus nos afasta do pecado e, se pecarmos, quando há arrependimento e confissão ao Senhor, podemos gozar do Seu perdão. É isso que nos garante as Escrituras. Vejamos 1 João 1.7: 

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está,  temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho,  nos purifica de todo pecado. 

Note que é o sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado e, portanto, não resta mais nada para ser quitado no purgatório. Entretanto, hoje quero chamar atenção para mais um detalhe: O pecado  persistente, não confessado, enlaça a pessoa. Por que digo isto? Na postagem sobre “idolatria” abordamos algumas consequências desse tipo de pecado, pois os sentidos de quem o pratica, ficam embotados e a pessoa não consegue discernir a verdade da Palavra de Deus.  Por exemplo, vejamos o que Deus diz em Deuteronômio capítulo 7, verso 25: 

As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois abominação são ao Senhor, teu Deus. 

A questão em pauta no verso acima é não se envolver de modo algum com a idolatria. Isto fica claro, pois a ordem era de que, nem a prata nem o ouro que cobriam as imagens, podiam ser tomados. Quem o fizesse, seria enlaçado nesse pecado. Prosseguimos mostrando o que Deus nos conta através de Isaías. Resumo o que pode ser constatado a partir do verso 13 ao 17 do capítulo 44: 

Ele nos diz que um carpinteiro, corta uma madeira e dela faz uso para se aquentar e também para cozinhar, mas do resto faz uma imagem e diante dela se ajoelha e lhe dirige uma oração.  Por um acaso, não é essa uma figura da prática da igreja católica romana? Não se dobram diante de uma imagem e não lhe dirigem as suas orações? Como resultado, veja o que o Espírito Santo diz nos versos 18-20: 

Nada sabem, nem entendem; porque se lhe untaram os olhos, para que não vejam, e o coração, para que não entendam.  E nenhum deles toma isso a peito, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei, e cozi pão sobre as suas brasas, e assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não há uma mentira na minha mão direita? 

Olhos untados e corações entenebrecidos. Triste, mas este é o laço do pecado da idolatria. A partir dessa prática pecaminosa, cometeram outras. Construíram  o ensinamento do purgatório e com ele, depreciam e menosprezam o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, mas sobre isso, falo na próxima postagem. 

N’Ele, que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, 

Pr. Natanael Goncalves

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