Os disparates. 

Dave Hunt em seu livro “A mulher montada na besta” (1), traz uma informação interessante relativo ao ensino sobre o purgatório. Ele faz menção a uma pessoa por nome de Gavin que vivia no início do século XVIII e contava que era comumente ensinado que havia oito níveis no purgatório. Os pobre ficavam no nível mais baixo, onde o fogo era menos intenso, os reis no nível mais alto, onde o fogo queimava com maior intensidade. Deus, em Sua bondade, havia supostamente planejado que assim fosse porque os reis e nobres podiam pagar mais  à Igreja para retirar suas almas dali, enquanto os pobres tinham de pagar pouco. Ele fala de pessoas pobres  que, após saberem que um parente seu, recém-falecido, estava entre os mendigos no purgatório, juntavam todo o dinheiro que conseguiam para mandar rezar muitas missas, afim de removê-lo para um nível mais alto. Embora o tormento fosse maior, eles estariam em melhor companhia. Então os sacerdotes cobravam tanto para aumentar o tormento no purgatório quanto para retirar as pobres almas de lá! 

Nem a palavra “purgatório” e tampouco a ideia do purgatório podem ser encontradas em parte alguma da Bíblia. Ela sequer é mencionada por Jesus ou pelos apóstolos. Forjar um ensino a partir de interpretações totalmente equivocadas de alguns textos bíblicos e torcendo o sentido enquanto força sua adaptação para a pretensa existência do purgatório, é no mínimo esdrúxula e conveniente aos cofres da Igreja. Vamos comentar sobre alguns argumentos usados pelo catolicismo para apoiar esse ensino. 

Em primeiro lugar, tomam o texto de 2 Macabeus 12.45-46: “Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas”. 

Em toda a Bíblia, não há sequer um exemplo, de alguém orando pelos mortos. A Palavra de Deus é clara e nos informa em Hebreus 9.27: 

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo…” 

Depois da morte é tarde demais para se fazer orações em prol daqueles que já partiram. O que vem em seguida é somente o julgamento. Por isso, o texto de 2 Macabeus, contradiz a Palavra de Deus. Nós sabemos que os ensinos bíblicos são harmoniosos e não contraditórios. 

Os cristãos protestantes consideram os livros: Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque, como livros apócrifos, ou seja, livros não inspirados por Deus e, desta forma, não podem trazer ensinos ou doutrinas espirituais para o povo de Deus. No máximo, alguns podem ser considerados como livros que relatam acontecimentos históricos, mas não como parte das Escrituras Sagradas.  

Aguarde, porque continuaremos o assunto, se Deus assim o permitir.

N’Ele, que para nos redimir, derramou o seu sangue, 

Pr. Natanael Goncalves

 

(1) A Mulher Monta na Besta – Volume I -pg 289. (Trad. Do original ‘A Woman Rides the Beast – Actual Edições).