O Purgatório – Base Bíblica? 

No post anterior citamos o texto de 2 Macabeus 12.45-46, onde os teólogos católicos se apoiam para abonar a doutrina do purgatório. Citamos também que os cristãos protestantes não aceitam alguns livros que estão na Bíblia católica como livros inspirados por Deus e entre eles os livros de I e II Macabeus. Por que não são aceitos? Dissemos que os ensinos bíblicos são coerentes e não apresentam contradição em qualquer outro livro da Bíblia, o que não ocorre com Macabeus. O que quero dizer é que existem vários textos nas Escrituras que são contrários ao ensino do purgatório e não permitem, nem de longe, essa doutrina. Vejamos alguns problemas com relação específica a Macabeus: 

Na postagem de ontem, citamos o texto de Hebreus 9:27 que entra em choque direto com a doutrina do purgatório. Esse é o primeiro motivo, pelo qual o livro é desqualificado.

Em segundo lugar, as pessoas a quem o versículo de Macabeus se refere eram culpadas de idolatria. “Ora, sob a túnica de cada um encontraram objetos consagrados aos ídolos de Jânia, proibidos aos judeus pela lei, pois reconheceram que fora estas a causa de sua morte” (2 Macabeus 12:40). A idolatria era um pecado mortal e, conforme a doutrina católica, levaria esses homens não para o purgatório, mas para o inferno de onde não há escapatória. Então, a ideia de orar por eles seria tanto uma blasfêmia quanto perda de tempo e dificilmente serviria como base para se aceitar a doutrina do purgatório. 

Finalmente, ele diz no término do versículo 37 de 2 Macabeus 15: “… finalizarei aqui a minha narração”. Ele está empreendendo a terminar o livro que é considerado pela igreja católica como inspirado por Deus. Veja, então, o que ele diz no verso 38: “Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo; se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor”.  Simplesmente inconcebível! Os homens de Deus que escreveram a Sua Palavra sob inspiração direta do Senhor, não sujeitam a Palavra ou doutrina a um tribunal humano. A Palavra de Deus possui autoridade em Si mesma. Os homens de Deus falaram e escreveram sob a inspiração do Espírito Santo e, sempre com ousadia, determinação e autoridade do Senhor. Os profetas iniciavam dizendo: “Assim diz o Senhor!”  Esses homens revestidos de autoridade divina, não se preocupavam em agradar alguém, antes falaram e escreveram, sem qualquer sujeição a homens. Você não vê na Bíblia, alguém que põe dúvida e imperfeição naquilo que Deus mandou dizer ou escrever. Por si só, esse livro se desqualifica como “inspirado por Deus”.

Concluindo o texto de hoje, deixamos claro que não se pode sustentar qualquer doutrina verdadeira citando como fonte o livro apócrifo de I e II Macabeus. Não é de admirar, portanto,  que a doutrina do purgatório seja contrária à Bíblia! 

N’Ele, que nos deu o Seu Espírito e nos guia a toda verdade, 

Pr. Natanael Goncalves 

Continua…