O Novo Nascimento Rompe As Cadeias Da Maldição – Parte I 

Esse ponto é muito importante para nossa compreensão, de forma que quero abordá-lo, procurando tornar ou convergir tudo o que escrevemos até agora para o momento da conversão do indivíduo. A partir de alguns textos, veremos a magnitude da obra redentora de Jesus na cruz, e refletindo sobre o tema, nossa visão se tornará mais clara. Antes de tudo, é bom lembrar que o novo nascimento se dá na área do espírito enquanto que a alma e o corpo, esse conjunto que a Bíblia chama de “carne”, deve, a partir do momento da conversão, experimentar a “salvação”. Desta forma, o homem nasce no espírito, mas não na alma e no corpo. O indivíduo se converte, tem uma experiência com Jesus, o Espírito Santo vem habitar em seu coração, contudo, quando ele vem para o evangelho, ele vem com uma “bagagem” que dá trabalho, não só para ele, mas também para a igreja. Aí começa a caminhada da vida cristã.  Enquanto o novo nascimento se traduz como um “fenômeno”, pois o mesmo acontece num abrir e fechar de olhos, bastando para isso, a pessoa se arrepender e ir a Cristo com fé, confessando o Senhorio de Jesus sobre a sua vida, a salvação, que no grego sintetiza: preservação, sanidade, segurança e livramento, é um “processo”. Em Fl 2.12, o apóstolo recomenda que se desenvolva a salvação. Em Tg 1.21 vemos a mesma recomendação.

Esse “processo” é a vida de santificação diária do crente. É o morrer diário de si mesmo. É o abandono das coisas do mundo. É o desembaraço do pecado, que tão de perto nos assedia (Hb 12.1). Entendemos que no momento da conversão, a pessoa que vem a Cristo, tem, o seu passado apagado, o presente transformado e uma nova esperança para o futuro. Não carrega em si mesmo nenhuma condenação (Rm 8.1). É uma nova criação (2 Cor 5.17). Gosto de pensar na aliança. Nós ocidentais, não sabemos muito bem o que é isto, mas os povos bíblicos conheciam muito bem o seu significado. Ouvi uma história interessante de dois chefes de determinadas tribos que fizeram aliança. Tomaram um cálice, furaram os dedos, espremeram um pouco de sangue sobre o copo, misturaram com vinho e beberam. Esse ritual significava o ritual da aliança. Isto queria dizer: “A minha vida entrou na sua. A sua, entrou na minha. Tudo que é meu é seu, e tudo que é seu é meu”. Isto bem pode corresponder à aliança que fizemos com o nosso Deus e Pai através de Jesus. A vida d’Ele entrou na minha. Tenho uma nova natureza. O Seu Espírito vive em mim. A minha vida pertence a Ele, não sou dono de mim mesmo. Ele tomou tudo que não prestava em minha vida, carregou o meu pecado, apagou o meu passado e me deu a maior de todas as bênçãos – Ele mesmo! Glória a Deus!

Continua no próximo tópico a parte II