A Santificação.

Ao tratar do assunto da santificação na vida do crente, o faço com vistas a responder o ponto da Maldição hereditária na vida do servo de Deus. Para os defensores da doutrina, não importa que o crente tenha uma vida de intimidade com Deus e que esteja buscando diariamente a santificação, pois se estiver debaixo de uma ancestralidade que pecou, frequentou o espiritismo, cometeu algum tipo de crime ou pactuou com o diabo, esse crente está debaixo de maldição.

Ao falar sobre santificação, a Palavra de Deus não deixa por menos: É dever de todo crente se santificar!  “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16). Como uma pessoa pode limpar a sua vida, ou as terras do seu coração? Com oração de confissão? Não tenho dúvidas de que a atitude de humildade e o reconhecimento de pecado que a pessoa tenha cometido, faz parte desse processo, contudo, entendo que há muito mais. Deus não manda os ímpios se santificarem, mas sim os seus filhos e isso é um “processo” desenvolvido pelo Espírito Santo em nós. Entendemos que santificação é purificação e que por sua vez se traduz por limpeza. Sim, uma limpeza constante, porque estamos neste mundo. Como se processa? Dentro desse conceito de limpeza, voltemos para a Palavra de Deus. Jesus disse aos discípulos: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”(João 15:3). Paulo aos Efésios nos diz: “para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”(Ef 5.26). Ainda cito novamente Jesus em  João 17:17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

A Palavra de Deus nos lava. O crente novo (e o antigo também), precisa se expor diariamente à Palavra. Ela tem o poder de nos lavar e de nos limpar. O crente que tem a sua vida baseada nas Escrituras é um crente vitorioso em todos os sentidos. É um crente que manifesta, neste mundo, o reino de Deus.  Fico maravilhado só em pensar no amor de Deus para conosco. Jesus é expressão desse amor. Quando vejo as vidas que foram transformadas pelo poder de Deus, que foram lavadas e continuam nesse processo, que não andam mais segundo a carne, mas que andam no temor de Deus e, constantemente, o Senhor está agindo em suas vidas, me alegro e, como pastor, posso entender o que João diz: “Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3 João 1:4).

Para finalizar, deixo uma questão para reflexão: Pode o crente em Cristo Jesus e que se tornou “um” com Ele, carregar algum tipo de Maldição?

No próximo tópico abordo o tema “objeções ao ensino das Maldições na vida do crente”.