A prosperidade é um desejo de Deus para os seus filhos?

Para respondermos a essa pergunta, basta olharmos de forma mais acurada para a 3ª epístola do apóstolo João versículo 2, para vermos que João expressa um desejo que  Deus colocou em seu coração em relação a Gaio, e se esse desejo de Deus era para Gaio, podemos tomá-lo para nós também. Vejamos o que ele escreveu:

Muita gente pode dizer que isso era somente uma saudação ou um prefácio da pequena carta escrita por João a Gaio. Não é somente um modo de redação, mas como já disse, um desejo presente no coração de João. Entretanto, observe que ele fala de duas coisas que muito se busca hoje em dia: SAÚDE E PROSPERIDADE. Já vi alguns pregadores citar esse texto para defender a doutrina da prosperidade, mas o que o versículo mostra, é que o desejo de João estava vinculado a uma vida espiritual abundante. Traduzindo de uma maneira mais clara ele diz: “Amado, acima de tudo, desejo que te vá bem em todas as coisas (prosperidade, vida financeira) e que tenhas saúde (observe) assim como bem vai (ou seja, na mesma proporção) a tua alma” (vida espiritual abundante, santidade).

Os pregadores dessa doutrina, geralmente não pregam contra o pecado nem tampouco, ensinam ou estimulam uma vida espiritual de intimidade com Deus, antes são pregadores ou propagadores das “bênçãos”.

Não é interessante olharmos para o Salmo 27.8, e o contrastarmos com a mensagem tão em moda de hoje em dia?

As pessoas não estão sendo estimuladas a buscar a face do Senhor, mas as suas mãos. São levadas a fazer uma barganha com Deus através de dízimos e ofertas, despertando o desejo de possuírem mais e mais. É isso que tem acontecido nessas igrejas. Fala-se muito em dinheiro e pouco da Palavra de Deus. Usa-se a Bíblia como referência para buscar um respaldo no levantamento de dinheiro. É claro que há bênçãos em dizimar e ofertar, mas isso não deverá ser feito de forma coercitiva e nem tampouco incentivado no argumento do retorno abundante.  Nossas ofertas e nossos dízimos entregues e devolvidos ao Senhor, devem ser baseados no contexto da fidelidade e do amor…

Pr. Natanael Goncalves