De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? (Tiago 4:1).

O sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, continua oferecendo o poder necessário para tornar inoperante as paixões da carne na vida do cristão. Por esta razão, ele pode manter-se firme na vitória que o Senhor já concedeu. Por outro lado, a ação que a graça exerce em nossas vidas, cancela a dependência da escravidão do pecado (Romanos 6:17-18). A identificação com Cristo proporciona uma nova vida, no entanto, isto não significa que as tentações e o pecado ficaram anulados para o cristão. O crente em Cristo estava submerso no mundo do pecado onde também reinava a morte, e, quando deu a sua vida a Jesus, Deus o transportou do reino das trevas para o reino do Filho do Seu amor (Colossenses 1:13). Isto quer dizer que houve uma mudança de posição, pois, de escravo do pecado, passou a ser livre dele. Ora; é nesta posição que o cristão se deve manter com toda a firmeza para viver a vida nova. Vivendo em Cristo, todos os recursos do poder divino estão à sua disposição para que possa se tornar um verdadeiro vencedor. No entanto, essa condição de vitória exige uma atitude de vigilância contra as armadilhas que procedem do mundo, isto é, do seu antigo modo de viver. Que ninguém se engane! Há um conflito e uma luta contínua, pois o pecado ainda tenta recuperar o domínio perdido para sujeitar o cristão sob o seu poder.

É preciso considerar que a velha natureza não desapareceu com a conversão, e que ela está presente na vida do cristão até a sua partida deste mundo ou até a volta de Cristo, quando será transformado. Portanto, é necessário permanecer firme no terreno da santidade, longe da influência do pecado, e cuidando-se para não dispor os membros do corpo como instrumentos a serviço da iniquidade (Romanos 6:13). Assim, no texto acima, o autor procura despertar a atenção dos leitores, estimulando-os a refletirem sobre os motivos que contaminavam as relações entre eles e provocavam uma situação inquietante dentro da igreja.

Necessário se faz observar que, muitas das tendências pecaminosas da natureza humana, se expressam por meio do corpo e da mente que se colocam como servos em obediência à carne (Efésios 2:3). As manifestações carnais se evidenciam na vida de um cristão quando o Espírito de Deus deixa de controlá-lo e de operar nele. Pessoas que se dizem cristãs, mas não submetem as suas vidas à direção do Espírito Santo, acabam por dar vazão a tudo que é próprio da carne. A partir dessa realidade, o apóstolo Paulo afirmou: Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gálatas 5:16).

Para terminar, aprendemos que somente vivendo na plenitude do Espírito é que podemos evitar as contendas e conflitos que se manifestam na igreja e em nossas relações pessoais. Andar sob o controle do Espírito e em submissão a Ele, não é algo opcional, mas uma forma de comportamento que corresponde a todos aqueles que receberam a bênção da salvação.

Momento de Reflexão: Muitas vezes vemos disputas, contendas e situações complicadas nas relações entre cristãos. Podemos dar muitas justificativas para demonstrar que temos razão. No entanto, mesmo gozando de certos direitos, não deveríamos submeter todas as nossas atitudes ao Espírito Santo? Não deveríamos permitir que Ele nos guie? Medite no princípio de 1 Coríntios 6:7

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves