Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (Tiago 1:14).

A pessoa que está sofrendo, de modo geral, tem os seus olhos e pensamentos focados em si mesma e no seu problema. Com facilidade se esquece do amor de Deus, de seu plano e de Sua proteção. Se esquece também que outras pessoas, ao redor ou distante, sofrem o mesmo ou pior que ela. Muitas vezes assume uma autodefesa, enquanto deixa escapar o lamento. Desta forma, pensando em si mesma, não busca o bem do irmão em Cristo.

Esta condição estava presente entre os judeus a quem Tiago dirigiu a sua carta. Como falamos anteriormente, eles sofreram perseguição, foram expulsos das sinagogas, padeceram rejeição por parte de suas famílias e perderam seus empregos e negócios. Pode ser até compreensível o fato de se defenderem, todavia, o raciocínio equivocado deles era: uma vez que Deus nos enviou essa situação, Ele deve compreender a nossa reação. Tiago, no entanto, quer corrigir esse raciocínio estabelecendo algumas bases.

1. A tentação não vem de Deus.

Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta (verso 13).

Mesmo sabendo que Deus havia permitido aquela situação, como filhos amados, deveriam saber que aquela decisão era para o seu bem. Assim sendo, não há base para as atitudes negativas deles. Por outro lado, o Senhor nada tem a ver com a tentação para fazer mal a seus filhos. Então, de quem é a culpa?

Quando passamos por uma prova difícil, como respondemos? Nós a aceitamos como parte do plano de Deus para o nosso bem? Ou, nós nos aborrecemos com Deus a ponto de murmurarmos e lamentarmos o tempo todo? O Senhor, em seu grande amor para conosco, envia a prova com o propósito de aperfeiçoar-nos para que sejamos completos. Se respondermos de forma negativa, quem tem a culpa?

2. A fonte da nossa tentação é o nosso próprio desejo mau.

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte (versos 14 e 15).

Adão trouxe o pecado a este mundo e o pecado passou a todo ser humano. A natureza humana é pecaminosa e, por isso, os desejos são maus. Paulo usa o imperativo para os crentes em Cristo: “fazei morrer a vossa natureza terrena” (Colossenses 3.5). Dado que essa natureza não se converte, ela precisa morrer. Assim, quando a prova chega, Satanás tenta e o pecado atrai, contudo, a decisão é nossa. Segundo Tiago, essa escolha é tomada com base nos nossos próprios desejos. Quando começamos a murmurar e reclamar em meio à tribulação, temos que reconhecer esta mesma verdade. Se minha atitude para com Deus é incorreta neste momento, quem tem a culpa? Eu mesmo tenho a culpa!

A aflição me concede uma oportunidade ou desculpa para queixar-me. Satanás me tenta a tomar tal atitude e o pecado me atrai. Finalmente, a decisão é minha. Eu escolho o caminho pelo qual vou transitar. Na maioria das vezes, Satanás não precisa trabalhar muito para motivar-nos, pois o caminho está bem preparado. A fórmula é: desejo + pecado = Morte!

Momento de Reflexão: Uma vez que compreendemos a realidade da tentação nas provas, que atitude devemos produzir? Que reação se deve ter diante do sofrimento? Diante de tais questões, como você responderia?

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves