Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo? (Tiago 2:14 NTLH).

Continuamos a refletir sobre a questão de fé e obras. Já demonstramos anteriormente que as boas obras é uma estrada por onde todo cristão deve caminhar, aliás, para ser mais contundente, deve ser um estilo de vida de quem professa ser um seguidor de Jesus. O cristão é aquele que se identifica com Cristo, e anda nas Suas pisadas. Assim sendo, como Jesus andava fazendo o bem a todos (Atos 10:38), quem O imita, procura ter a mesma atitude. Paulo afirmou em Efésios 2:10 que Deus preparou, de antemão, as boas obras para que andássemos nelas. Isto não quer dizer que Deus armazenou boas obras para que o cristão as use, mas que Ele as dispôs para que o crente em Cristo as adote como uma conduta, ou uma forma de vida.  Vale dizer que essa conduta corresponde a todo aquele que vive em Cristo e manifesta Cristo ao mundo (Gálatas 2:20).

Paulo ensina que o cristão não se salva por obras, mas para as obras, as quais revelam a realidade dessa fé, sem a qual não há justificação (Romanos 5:1). Outrossim, Tiago também, não rejeita a fé com a finalidade de substituí-la pelas obras, mas que essas obras, são a evidência daquela fé que o cristão diz ter. Para Paulo, a justificação é alcançar a posição de justo (Romanos 3:28), no entanto, para Tiago, a justificação é mostrar a condição de justo, já alcançada (Tiago 2:18).

É necessário observar que uma mera confissão ou profissão de fé, nada serve para a salvação, posto que Jesus mesmo afirmou em Mateus 7.21: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.  A fé que salva, é a fé que é depositada no Senhor Jesus, mas, por outro lado, é também a mesma fé que conduz à vida de santificação e ao reconhecimento do senhorio de Cristo.

A vida de fé, exige uma conduta semelhante à de Jesus, especialmente no que se refere ao amor ao próximo e ao irmão. Portanto, a realidade do novo nascimento, está vinculada ao exercício da fé, bem como ao amor. A declaração do apóstolo João confirma essa premissa: Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte (1 João 3:14).

A conclusão é simples: Aquele que confessa ter fé e não a mostra com obras, está falando de uma falsa fé que não pode salvar. Por isso, a pergunta é certeira: Será que essa fé pode salvá-lo? A questão é colocada porque esse tipo de fé não produz obras conforme a vontade de Deus. Poderia acrescentar ainda que, a fé que salva, não é a fé intelectual de quem a professa, mas aquela que foi gerada no coração de quem crê (Romanos 10:19).

Momento de Reflexão: Vivemos em um mundo onde o ser humano, na sua grande maioria, é egoísta. Penso que essa condição é pertinente ao homem sem Deus, mas dentro da igreja, é inconcebível. Pessoas que se dizem cristãs, mas não se preocupam com os outros, estão enganando a si mesmas. Você realmente é um seguidor de Jesus?

Naquele que ama a misericórdia (Miquéias 6.8; 7.18),

Pr. Natanael Gonçalves