Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma (Tiago 1:4).

Deus trabalha no caráter de seus filhos com vistas a torna-los parecidos com Cristo (2 Coríntios 3:18). A questão que se coloca é se nós nos submetemos ou se opomos à vontade do Pai. Se houver oposição, Ele pode nos corrigir para que haja sujeição. No entanto, para chegarmos a ser parecidos com o Senhor em Seu caráter e atitudes, precisamos passar pelo processo de amadurecimento. Deus não faz um trabalho pela metade, antes, Ele nos molda para que sejamos completos e maduros. Muitos cristãos se escondem dos problemas da vida e, como consequência, não crescem. Este não é o propósito de Deus, por isso focamos mais dois princípios:

3) A Paciência

Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma (verso 4).

Se começarmos a ver as coisas segundo a perspectiva de Deus (princípio nº 2), certamente enfrentaremos a tribulação com paciência. Devemos encarar as adversidades em vez de ceder-nos diante delas. O termo que Tiago usa e que foi traduzido para o português como “perfeitos”, não se trata de perfeição moral, mas carrega o sentido de coisa completa, total. Assim, ele retrata a perfeição como algo que estávamos destinados a ser, em vez de ficarmos estagnados no meio do caminho e sem desenvolver o nosso potencial. Todavia, para que tal aconteça, o Senhor trabalha para que a paciência alcance a sua obra perfeita em nós. Ele permite que a tribulação continue o seu curso até recebermos todo o benefício que Ele quer dar-nos. Somente assim, poderemos amadurecer sem que nos falte coisa alguma. Logo que a aflição tem o seu início, como uma fuga, podemos dizer: “Está bem, Senhor, já aprendi a lição! Tire, com a Tua mão, essa luta, por favor! ” O fato, contudo, é que não compreendemos a necessidade de saboreá-la, para aprender toda a lição. Volto a reiterar que somente será possível desenvolver a paciência, se vermos as aflições do ponto de vista do Altíssimo. Tal entendimento requer a sabedoria de Deus.

4) A Sabedoria

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada (verso 5).

O homem que possui uma fé viva, pede a Deus sabedoria para saber como enfrentar a prova que está atravessando. Pode parecer fácil escrever ou falar sobre um tema, no entanto, viver a experiência é outra coisa. Por isso, na prática, ainda que entendamos o princípio da perspectiva divina, às vezes pode ser muito difícil entender o que estamos enfrentando em meio à prova. Quando não assimilamos o que Deus pretende alcançar em nossa vida e, nem como devemos responder àquela situação difícil, devemos perdir-Lhe sabedoria. Nosso Pai nos dá sabedoria liberalmente, isto é, generosamente e sem reprovar-nos. 

Em meio à aflição, não devemos perguntar: Senhor, por que? O correto é: Senhor, o que queres realizar em minha vida? O que devo fazer para glorificar-Te estando eu dentro desta tormenta? Diante de tal petição, o Doador dá sabedoria a quem Lhe pede. Ele não é como o pai terreno que se cansa de ouvir o mesmo pedido repetidamente: “outra vez? Até quando você continuará a me pedir isso? Deus não responde assim. Ele nos dá o que Lhe pedimos sem reprovar-nos, pois Ele é paciente conosco.

Momento de reflexão: Desenvolver paciência no mundo de hoje não é fácil, mas também não era nos tempos de Tiago. Todo tipo de aflição é como uma carga pesada nos ombros, todavia essa é uma ferramenta de Deus. A Bíblia diz que Ele é um Deus bom e amoroso. Assim sendo, nos tempos de tribulação, confie no Seu amor e permita que o Pai trabalhe em sua vida. Peça sabedoria e abra o seu coração. O resultado será uma colheita de bênçãos e glória para o nome do Senhor.

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves