Continuamos a ver os princípios que Tiago desenvolveu para enfrentarmos a tribulação. Já vimos sobre uma atitude positiva, sobre a perspectiva divina, sobre a paciência e sobre a sabedoria. Hoje completaremos a linha de pensamento do autor abordando os três últimos.

5) A Confiança em Deus

Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos (Tiago 1:6-8).

Nossas petições a Deus devem ser revestidas com fé, pois a Sua Palavra nos garante que os Seus ouvidos estão atentos às nossas orações… (1 Pedro 3:12). Quando os nossos olhos estão postos nas circunstâncias, podemos duvidar. Sendo assim, lutamos com a esperança de encontrar a nossa própria solução e, isto, produz confusão e insegurança. O que fazer? Tirar os olhos das tribulações e confiar no Senhor. Quando confiamos em Deus e esperamos Sua solução, haverá segurança, estabilidade e paz. Pense comigo: é a falta dessa paz que gera a instabilidade e nos faz vítimas das ondas.

6) O Contentamento

O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva. Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos (versos 9-11).

Todos nós passamos pela tribulação, mas a capacidade de suportá-la, não depende do que possuímos. Devemos prestar atenção no relacionamento que temos com o Altíssimo e examinar o nosso coração para ver se há contentamento com Deus e Seu plano para nós. O cristão pobre pode gabar-se da vida de Deus nele, e o cristão rico precisa reconhecer que a sua riqueza é temporal. Se o rico confiar no que possui, pode perder tudo. Deste modo, tanto pobres como ricos, possuem a mesma base para se alegrarem no que Deus lhes tem dado.

Não devemos depender das riquezas, nem das possessões, nem tampouco das circunstâncias. Estas coisas passam, pois são temporais. Nosso gozo ou alegria, deve, tão somente, depender da nossa relação com Deus. Se isto for uma realidade bem presente em nós, nunca perderemos o contentamento.

7) A recompensa

Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (verso 12).

Este último princípio nos chama atenção. Quando o cristão desenvolve uma fé viva, ele pode passar pelas provas porque compreende a promessa que Deus faz sobre a recompensa. Pode haver satisfação dentro do vendaval das lutas, porque ele está convicto do prêmio prometido. Aquele que for aprovado, receberá a coroa da vida. Sim, sua recompensa maior, a coroa, é a própria vida em si, ou seja, a vida eterna no fim da trilha e uma vida abundante que vale a pena vive-la hoje, agora!

Momento de Reflexão. Enquanto escrevo, muitos podem estar sob fogo cruzado das aflições. Eu mesmo, enfrento situações complicadas. No entanto, é bom ler e repassar os princípios da Palavra para sairmos vencedores da tribulação. Guarde-os em seu coração e pratique-os. Por fim, lembremo-nos: Ele sempre nos conduz em triunfo (2 Coríntios 2:14). Portanto, fique firme!

No Senhor que nos ajuda em todo o tempo,

Pr. Natanael Gonçalves